Refogado de vegetais e painço

Aqui em Nova York, nessa época do ano, as abobrinhas reinam nas feiras e nas prateleiras dos supermercados com seus diferentes formatos, tamanhos, cores e sabores. É lindo de ver!!!  Verde, amarela, listrada, redonda, comprida - as abobrinhas dão em abundância no verão. Por isso, já tem uma semana que como diferentes tipos de abobrinhas, dos jeitos mais variados.  Crua, refogada, assada, em forma de carpaccio, barquinho, macarrão... Não tem jeito mais gostoso de saborear o verão!

Ontem fiz um refogado de abobrinha com repolho e servi com painço e homus, postei a foto do prato no instagram perguntando qual daquelas receitas o pessoal gostaria de ter. No final a maioria escolheu todas!!! Então aqui estão as receitas do refogado e do painço. Mas a do homus, vou ter que deixá-los com água na boca até a segunda temporada do programa que vai ao ar em setembro!!!

A abobrinha é rica em água (95% de sua composição), o que a torna uma ótima opção para hidratar o corpo no verão. Ela não é um vegetal riquíssimo em nutrientes, mas dá um belo colorido e frescor para o prato, além de ser um alimento de fácil digestão, com propriedades anti-cancer.

Refogado:
1/2 abobrinha verde, cortada em quartos
1/2 abobrinha amarela, cortada em quartos (se não tiver amarela, pode usar a verde)
1/4 repolho-roxo, fatiado em tiras finas
1/2 cenoura ralada
1/2 abacate hass (avocado),  cortado em cubos médios
1/2 cebola, picada
3 colheres de azeite de oliva
Sal marinho
Pimenta do reino moída na hora
Suco de 1 limão

Modo de preparo:

  1. Esquente o azeite numa panela média e doure a cebola.
  2. Adicione os vegetais, salpique com sal e pimenta e refogue em fogo médio por 6-8 minutos com a panela tampada (ou até os vegetais ficarem aldentes).
  3. Acrescente o abacate e limão e cozinhe por mais 2 minutos, misturando bem.
  4. Sirva quente ou frio!!!

Painço é o meu grão favorito...e dos passarinhos também! Na verdade, o painço é uma semente (assim como a quinoa), mas no ramo da culinária, classificamos ambos como grãos. De fácil digestão e com um índice glicêmico menor do que dos outros grãos, o painço é um ótimo carboídrato para ser consumido sem elevar muito o açúcar no sangue.  Ele tem uma textura bem fofinha, seca e leve. Então como eu gosto de coisas secas e crocantes, cozinho o meu painço com a proporção de 1 copo de painço para 2 de água. Mas caso prefira o painço mais molhadinho e cremoso, com consistência de purê ou polenta, use a proporção 1:3. Sinceramente, vale à pena testar das duas formas!!! E quando for comprar o painço, procure sem casca. A casca é muito fibrosa e não dá para comer.

Nessa receita, também usei o cardamomo, para dar um aroma especial ao prato. Adoro esse tempero muito usado na culinária ayurveda, que é um tonificante do sistema digestivo. E é sempre bom lembrar que digestão boa é sinônimo de uma boa saúde!

Painço com Salsinha

2 copos de painço
4 copos de água
5 cardamomos em grãos ou 1 colher de café de cardamomo em pó
1 colher de chá de gengibre picado
3 colheres de sopa de azeite ou ghee 
1 colher de chá de sal marinho
1/2 maço de salsinha picada

  1. Lave bem o painço e escorra toda a água.
  2. Refogue o gengibre e cardamomo no azeite ou ghee. Acrescente o painço, água e sal. Cozinhe por 30 minutos em fogo baixo com a panela tampada. Desligue o fogo e misture a salsinha.

Bom apetite!!!


Sopa dos Deuses

Esta sopa está mais para um “Manjar dos Deuses” do que qualquer outra coisa! A primeira vez que comi foi na casa da minha amiga Lu Curtis aqui em Nova York. Era inverno e essa sopa, cremosa, quentinha e com o toque picante do gengibre caiu como uma luva. Foi amor a primeira colherada! Me apaixonei pela sopa e agora que estou de volta a NY, posso reproduzi-la com os mesmos ingredientes. A Lu faz a sopa com “yam” (a batata-doce cor de laranja) e abóbora, mas ontem fiz com yam, cenoura e um toque especial de castanha. O legal é que com essa sopa, você pode brincar e variar os vegetais cor de laranja que tiver em casa. Pode usar, cenoura, yam e vários tipos de abóbora. No Brasil não temos yam, então podemos usar a batata-doce tradicional, com um pouco de cenoura e/ou abóbora. E a abóbora pode ser a moranga, comprida, kabocha, e por aí vai... Eu AMO a diversidade dos vegetais!!!

                                                                          Imagem retirada do google

                                                                          Imagem retirada do google

Mas para não deixar vocês confusos, o importante para sopa é ter a batata-doce para dar doçura e a cenoura ou abóbora para dar cor e muitos antioxidantes!

A abóbora e a cenoura são dois vegetais riquíssimos em beta-caroteno, um antioxidante poderoso que ajudam a combater os radicais livres e portanto o envelhecimento celular.  E a batata-doce ajuda a estabilizar os níveis de açúcar no sangue, que junto com o gengibre, tonifica o sistema digestivo. Desse “manjar”, os diabéticos vão poder comer sem preocupacão.

Receita:

  • 4 batatas-doces pequenas
  • 1 abóbora comprida média ou 5 cenouras grandes (ou uma mistura dos 2)
  • ½ cebola picada
  • 1 colher de sopa de azeite de oliva
  • 3 colheres de chá de gengibre picado
  • 5 cravos
  • 1 colher de café de canela
  • 1 colher de chá de sal marinho
  • 1 punhado de castanha de caju torrada (opcional)
  • água 

Procedimento:

  1.  Descasque e corte a batata-doce e abóbora em pedaços médios (se usar a    cenoura, não precisa descascá-la).
  2. Aqueça o azeite em uma panela, adicione a cebola e o gengibre e refogue por alguns minutos até dourar.
  3. Acrescente os legumes, sal, cravo e canela e cubra com água.
  4. Deixe ferver e cozinhe em fogo baixo por 20 minutos com a panela tampada.
  5. Desligue o fogo e acrescente a castanha. Bata tudo no liquidificador com a água do cozimento (você pode ou não precisar de toda a água, depende da consistência que você deseja para a sopa).
  6. Decore com uma pitada de canela, sementes de abóbora ou as próprias castanhas.

 

Mix de quinoa e arroz integral com legumes e molho de tahine

Não reparem na qualidade da foto! Eu não tinha uma boa máquina comigo na hora. Mas quis postar a foto mesmo assim, pois acho que passa bem a simplicidade do prato.

Não reparem na qualidade da foto! Eu não tinha uma boa máquina comigo na hora. Mas quis postar a foto mesmo assim, pois acho que passa bem a simplicidade do prato.

Eu, minha filha e meu marido, mais outros amigos fomos passar o final de semana em Upstate NY (lugar maravilhoso para as crianças, com rios, cachoeiras e bastante mato para brincarem e respirarem bem).

Pegamos a estarda de volta ontem, paramos no cinema para ver o jogo do Brasil vs. Camarões (ah, que felicidade ver o Brasil brilhar)  e chegando em casa me deparo com a geladeira meio vazia, tendo que retomar o ritmo da vida na cozinha.

Tínhamos um pouco de brócolis e couve-flor já lavados na geladeira - ter vegetais sempre cortados e limpos na geladeira, salva qualquer mãe/mulher do disk pizza - Quando chegar da feira, lave alguns vegetais para deixar o trabalho na cozinha já meio caminho andado. Essa é uma ótima dica para não ter preguiça de cozinhar bem em casa.

Tínhamos também um pacotinho de quinoa vermelha e uns restinhos de arroz integral e selvagem. Juntei os cereais na base de 80% quinoa e 20% de arroz. E para incrementar usei tahine, limão, shoyu e água para fazer o molho. Estava ficando tudo uma delicia já na minha cabeça. Mas minha filha, fuxiqueira e louca por cozinha achou um pedaço de tofu e tomatinhos cerejas que ela é apaixonada (sempre deixo ela comer os tomatinhos que ama aqui no verão de NY, a cidade fica lotada dessas delícias orgânicas e fica difícil recusar), e pediu que eu colocasse. Não poderia ter ficado melhor!!!!

Não é porque não planejamos que não irá dar certo. As vezes, as melhores coisas da vida acontecem sem planejamento. Um amor à primeira vista, um beijo roubado, um filme sem expectativas, uma festa surpresa, etc. E esse prato foi assim, repentino, sem expectativas, mas uma delícia. Existe um ditado aqui na América que eu adoro: “No expectation, no frustration”. Não temos como nos decepcionar se não tivermos expectativas. O que resume bem o prato de hoje: bem simples, mas muito gostoso e saudável.

Receita:

  • 2 copos de mix de quinoa e arroz, (80%quinoa, 20%arroz)
  • 1/2 brócolis americano
  • 1/2 couve-flor
  • 100gr de tofu
  • 1 punhado de tomate cereja
  • Azeite
  • Água

Molho:

  • 1/2 copo de Tahine
  • 1/2 copo de água
  • 1 limão
  • 1 colher de sopa de shoyu

Modo de preparo:

1.    Colocar uma panela de água para ferver com sal (o suficiente para cozinhar os legumes). Adicionar o brócolis e couve-flor a água fervente por 1 min. Retirar os legumes e colocar numa tigela, reserve a água do cozimento na panela.

2.    Lavar bem o arroz e a quinoa (esse passo é muito importante porque a quinoa contém saponina, uma resina tóxica prejudicial que é eliminada na lavagem. Normalmente os fabricantes de quinoa fazem uma pré lavagem com água alcalina para eliminar as soponinas, mas é sempre bom lavar novamente para tirar qualquer resíudo).

3.    Colocar 2 colheres de sopa de azeite virgem ou ghee na panela, adicionar o mix de quinoa e arroz e acrescentar 2 copos de água do cozimento dos legumes. Deixar ferver, tampar, baixar o fogo e cozinhar por 20 minutos.

4.    Enquanto a quinoa cozinha, prepare o molho de tahine. Misture todos os ingredientes do molho numa tigela e acrescente aos legumes. Misture bem. Pode adicionar os tomates cerejas cortados ao meio se desejar e o tofu. Eu usei tofu assado que já compramos pronto no supermercado aqui em NY. Mas pode usar o tofu firme, cru mesmo, que misturado ao molho de tahine também fica delicioso.

5.    Para finalizar, eu polvilhei um pouco de alga marinha para dar acrescentar uma boa dose de iodo natural ao prato. Eu usei essa marca de algas marinhas secas que são fáceis de encontrar por NY, qualquer loja ou mercado de produtos naturais tem. E como estou em NY, aproveito para usar e abusar desses produtinhos incríveis que fazem todas a diferença na nutrição do prato. Essa alga que usei se chame dulse, riquíssima em iodo, o que ajuda a manter a saúde da tireoide!!!

                                                                                       Foto retirada do google

                                                                                       Foto retirada do google

Ficou uma refeição divina. Melhor que qualquer restaurante e sem fazer quase nada de bagunça na cozinha. (Uma das grandes vantagens da cozinha vegana).

Quibe vegetariano

ngredientes:
250g de trigo para quibe (o que Bela Gil chama de triguilho no programa)
1 copo do bagaço de amêndoas (o que sobra da receita de leite de amêndoas, também apresentada neste episódio. veja aqui)
2 cenouras raladas finas
1 copo de hortelã picada 
1 cebola média cortada em cubinhos pequenos
1 limão
4 colheres de sopa de shoyu
Azeite, sal marinho e pimenta do reino para temperar

Medidas mundiais:
1 xícara (chá)  = 240ml
1 copo americano = 200ml


Modo de preparo: 
Coloque o trigo de molho em uma bacia com bastante água por aproximadamente 1 hora. Esprema o trigo com as mãos até sair a água. Acrescente o bagaço das amêndoas. Coloque a cenoura, a cebola, a hortelã e tempere com sal, shoyu, azeite, limão e pimenta do reino. Monte bolinhos em formato de quibe e coloque em um tabuleiro untado com azeite. Asse em forno a 220º C por aproximadamente 30 minutos. 

Rendimento: 20 unidades 
Tempo total de preparo: 15 minutos
Nível de dificuldade: fácil
 

Falafel ao forno com Salada Verde e Erva Doce

Bolinho de Falafel

Rendimento: 20 bolinhos

  • 1 xícara de grão de bico seco
  • 2 dentes de alho picados
  • ½ cebola média, picada
  • 1 xícara de salsinha fresca picada
  • 1 colher de sopa de cominho em pó
  • ½ colher de chá de pimenta do reino
  • 1 pitada de canela
  • 1-2 colheres de chá de sal 
  • 1 colher de sopa de suco de limão
  • 3 colheres de sopa de azeite de oliva
  • (½)  xícara de tahine

Modo de Preparo:

  1. Deixe o grão de bico de molho por 12 horas coberto com água.
  2. Aqueça o forno a 180ºC. Escorra o grão de bico e transfira para um processador de alimentos junto com o tahine, alho, cebola, cominho, pimenta, canela (opcional), sal e o suco de limão.
  3. Pulse até que tudo esteja picado, mas não em puré. Vai raspando as laterais da vasilha, se necessário, para bater tudo.
  4. Adicione a salsinha e bata até virar um creme.
  5. Prove e ajuste o tempero!
  6. Unte uma assadeira grande com azeite. Enrole o falafel em forma de bolinhos ou se quiser fazer como na foto, pegue um colher de falafel e vai passando de uma colher para a outra até ganhar forma.
  7. Coloque o falafel na assadeira e asse até dourar todos os lados de 15 a 20 minutos.

Salada Verde

Rendimento: 6 porções

Ingredientes:

  • 1 alface roxa
  • 2 alfaces crespas

Molho para a salada verde

  • 2 colheres de sopa de azeite extra virgem
  • 2 colheres de sopa de shoyu de fermentação natural
  • 2 colheres de chá de orégano
  • 1 limão
  • 1 dente de alho

Modo de preparo:

  1. Lavar todas as folhas de alface na água com sal e secar.
  2. Misture todos os ingredientes do molho no processador.
  3. Junto o molho com a alface e massageie com a mão para amolecer as folhas.

Salada de Erva Doce com Tomate

Ingredientes:

  • 1 raiz de erva doce (funcho)
  • 1 a 2 talos de aipo
  • 10 tomates cereja
  • 3 colheres de sopa de semente de girassol

Molho

  • 1 laranja
  • 1 colher de chá de mel
  • 1 colher de azeite extra virgem
  • pimenta do reino

Modo de preparo:

  1. Lave todos os vegetais.
  2. Corte a erva doce em fatias bem finas na horizontal.
  3. Corte o aipo em fatias também finas na diagonal.
  4. Corte os tomates ao meio na vertical.
  5. Numa tigela, coloque os vegetais e as sementes de girassol.
  6. Numa outra tigela misture os ingredientes do molho.
  7. Adicione o molho aos vegetais e misture bem.   

Montagem do Prato:

  1. Coloque uma camada de folhas verdes no prato, por cima coloque a salada de erva doce.
  2. Finalize colocando 2 bolinhos de falafel em cima das saladas.

Mousse de Maracujá


Creme:
2 maracujás peneirados, sem semente
2 colheres de sopa de água
1 copo de castanha do pará (deixado de molho por no mínimo 4 horas)
1/3 copo de melado de cana ou de 8 tâmaras
1 colher de óleo de coco
 
Cobertura:
1 maracujá com as sementes
¼ copo de água
1 colher se sopa de melado de cana ou açúcar mascavo
½ colher de chá de agar-agar
 
Modo de preparo:
1-    Coloque todos os ingredientes da cobertura numa panela pequena e dissolva bem. Ligue o fogo e deixe ferver, mexendo bem para o agar-agar não grudar na panela. Cozinhe por 3 minutos.  Reserve enquanto vc prepara o mousse.
2-    Coloque a castanha, o maracujá e a água no liquidificador e bata até ficar bem cremoso. Acrescente o melado e óleo de coco. Bata por mais alguns segundos até que a mistura fique bem homogênea.
3-    Separe a mousse em taças individuais ou numa tigela média.
4-    Para enfeitar coloque um pouco da cobertura por cima de cada taça e leve a geladeira!

p.s.: Se não quiser usar melado de cana pode adoçar com 6-8 tâmaras deixada de molho por 30 min e adicionar 2 colheres da água da tâmara.  

 

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Brigadeiro

Há muitos anos que me interesso pela vida e alimentação saudável, rica em produtos frescos e naturais que nutrem o nosso organismo e protegem o meio-ambiente. E fui ao longo dos anos me afastando de produtos industrializados, muito gordurosos e açucarados. O brigadeiro foi um deles. Ninguém nunca me disse, não coma brigadeiro, é uma porcaria! Eu que aos poucos fui rejeitando esses tipos de alimentos e me aproximando mais aos produtos naturais. Me esqueci totalmente do brigadeiro. E morando fora do Brasil então, esse doce nem passava pela minha cabeça!!!

Mas agora, que voltei ao Brasil, as pessoas me pedem muito por uma alternativa ao brigadeiro. Mesmo dizendo que o segredo é aprender a não desejar mais um brigadeiro, não são todos que resistem! E aí, minha querida amiga e vizinha Carol Dieckman, a rainha dos doces, depois de participar do meu programa no GNT me inspirou a acertar uma receita de brigadeiro.

Como nada é por acaso, uma mãe me mandou um email semana passada com uma receita de brigadeiro sem lactose pois o filho dela é alérgico. Me inspirando na sua receita, mas mudando algumas coisas e dando o toque especial do ghee, a receita ficou ótima. Mandei pra Carol provar e a resposta foi 100% de aprovação. Agora com o aval da rainha dos doces, divido minha receita com vocês!!!

Ingredientes:

½ copo de castanha de caju (de molho por 4 horas)
1 copo de água + 1/2 copo para diluir a araruta
1 copo de açúcar mascavo
3 colheres (sopa) de araruta em pó (pode substituir por amido de milho)
3 colheres (sopa) cacau de em pó
1 colher (sobremesa) rasa de ghee (manteiga clarificada sem caseína nem lactose, parecida com a manteiga de garrafa)

Modo de Preparo:

1.     Bata no liquidificador a castanha com a agua até virar um leite bem branquinho. Separe 2 colheres de sopa do leite numa pequena tigela.

2.     Coloque o leite de castanha na panela com o açúcar mascavo em fogo alto e deixe ferver. Quando ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar (ainda borbulhando), mexendo de vez em quando por 10 a 15 minutos.

3.     Misture a araruta com as 2 colheres de leite de castanha reservado + 1/2 copo de agua. Jogue a araruta na panela junto com o cacau e o ghee. Aumente o fogo e até borbulhar e mexa bem por 3 minutos ou até ficar com uma boa consistência para enrolar.

4.     Espere esfriar, enrole e passe no nibs de cacau, farinha de amêndoa, farinha de pistache, etc...

O uso do ghee é fundamental para dar aquele sabor especial nesse brigadeiro. Ele é uma espécie de manteiga, porém seus os seus resíduos sólidos, a proteína do leite –a caseína e o açúcar do leite – a lactose. Muitas pessoas intolerantes a lactose e alérgicas ao leite se dão bem com o ghee. Porém se vc tem alergia severa ao leite, não aconselho consumir o ghee, pois ele pode conter traços de caseína e lactose. Mas o ghee é essencialemte a gordura pura do leite. E quando feito a partir de uma manteiga orgânica, sem resquícios químicos nem hormônios, é considerada uma das melhores gorduras para consumo. Vou postar a receita do ghee caseiro com mais informações de saúde para vcs poderem apreciar esse elixir indiano no dia-a-dia!!!

                                                                               GHEE feito em casa

                                                                               GHEE feito em casa

Pastel de Natal Baseado no Caveciuni da Vovó

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As ceias de final de ano me remetem à infância contemplando minha vó na cozinha. Esse ano não foi diferente e minha vó comandou mais uma vez a ceia de natal. Mas dessa vez, não apenas à assisti mas a ajudei em toda a preparação. Minha vó tem a mão cheia para a cozinha, e seu foco é a culinária italiana que ela aprendeu com a sogra.

O Caveciuni é um prato natalino da região de Molise no sul da Itália. A escrita para o  o Caveciuni varia de cidade para cidade, dependendo do dialeto local. Então é possível encontra-lo pelo nome de cavaccuini, calciuni, cauciuni, calvezune, calcioni, calzoni de Ceci ou até mesmo como um “ravioli doce e frito”!!!

Essa receita é tradicionalmente feita com castanhas portuguesas e/ou grão de bico, frutas secas e as diferentes tipos de nozes, típicas da época do natal (castanha do Pará, avelã, amêndoas, etc). E como toda boa receita que viaja o mundo à fora, elas recebem variações de acordo com os ingredientes locais de mais fácil acesso. E no caso do Caveciuni aqui no Brasil, minha avó adaptou o recheio feito castanha portuguesa pela batata doce brasileira. Fica uma delícia, mais docinho e mais em conta.  Além do mais, se torna um doce possível de se fazer o ano inteiro, não somente na época das castanhas portuguesas. Mas aconselho fazer os pasteis somente em ocasiões especiais para não perder o charme, é claro!!!

E falando de adaptações da receita. Esse ano, trabalhei com minha vó na cozinha e foi a coisa mais deliciosa do natal! Aprendi muito e trocamos muitas ideais. E a cada receita tradicional de natal ele queria se aventurar a modificar alguma coisa para torná-la mais saudável. Com o Caveciuni não foi diferente e no lugar da farinha branca, do açúcar branco e da manteiga usamos farinha integral, açúcar mascavo e óleo de coco. Para o recheio tiramos as frutas cristalizadas e o açúcar. E para arrematar, assamos e não fritamos. Enfim, virou um pastelzinho doce de forno.

Ficou uma delicia que até a minha avó se surpreendeu!!! E olha que ela gosta de comida muuuuito gostosa.

E como ainda temos o ano novo pela frente vale muito fazer essa receita com as sobras dos ingredientes da ceia de natal!!!

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Pastel Doce de Natal (caveciuni)
Rendimento: 30 pasteis

Recheio:

  • 1 batata doce média
  • ¼ copo de castanha de caju
  • ¼ copo de castanha do Pará
  • ¼ copo de avelã
  • ¼ copo de amêndoas
  • ½ copo de ameixa seca sem caroço e deixada de molho
  • ½ copo de figo seco sem adição de açúcar
  • 1 punhado de nozes picada com a faca
  • 2 colheres de cacau em pó
  • 1 a 2 copos de vinho tinto
  • 1 colher de sobremesa de raspas de laranja
  • canela e noz moscada à gosto

1.     Cozinhe a batata doce na água ou no vapor até ficar bem molinha. Enquanto a batata cozinha, bata as castanhas, avelã e amêndoas no processador até ficarem grossamente trituradas. Pique as nozes na faca deixando elas em pedaços médios. Reserve.

2.     Quando a batata estiver pronta, tire a casca e bata no processador ou passe no espremedor de batata. Coloque todos os ingredientes do recheio numa panela média e ligue o fogo alto. Mexa bem e deixe ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 10 -15min ou até ficar com a consistência de uma geléia bem grossa. Enquanto o recheio esfria, prepare a massa.

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Massa:

  • 1 copo farinha de trigo integral
  • 1 copo farinha de trigo branca
  • 2 colheres (sopa) de açúcar mascavo
  • 1 pitada de sal marinho
  • 2 gemas de ovo
  • 3 colheres (sopa) de óleo de coco  
  • 2 colheres de sopa de anisette (licor de anis)

1.     Misture as farinhas, sal e açúcar numa tigela. Adicione as gemas, óleo e anisette. Misture tudo com a mão até formar uma massa homogênea. Leve a massa para uma superfície lisa e trabalhe a massa por uns 5 min, adicionando mais farinha se precisar. Deixe descansar numa bacia por 15 minutos.

Montagem:

1.     Polvilhe uma superfície lisa com um pouco de farinha e abra a massa com a ajuda de um rolo. Ela deve ficar bem fina, mas não tão fina como uma massa de macarrão.

2.     Corte em tiras de 4 dedos de largura e coloque 1 colher de chá cheia do recheio em cima da massa. Dobre a massa envolvendo o recheio como se estivesse fazendo um pastel e corte com a ajuda de um copo.

3.     Junte os pedacinhos de massa que sobrar dos recortes do pastel e abra novamente até acabar a massa. Mas também pode reaproveitar a massa, enrolar e fritar. Vira um delicioso bolinho de chuva pro lanche da tarde acompanhado de uma xícara de chá verde!!!

 

 

 

 

Macarrão de Pupunha e Abóbora Hokkaido

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Ainda em êxtase com minha volta ao Brasil, depois de anos morando nos Estados Unidos, tenho sentido uma mistura de necessidade, desejo e paixão por utilizar  ingredientes bem brasileiros na cozinha.  E desde que cheguei tenho me deparado muito com a banana verde e sua versatilidade na cozinha. A farinha, biomassa e a própria casca da banana verde fazem parte de diversos pratos deliciosos e nutritivos. Então fiquei curiosa com essa nova descoberta na cozinha e tentei testar com a receita seguinte. Nesse prato, mesmo tendo um estilo bem oriental, consegui dar o troque abrasileirado usando a casca de banana verde. Ela deixou o prato mais saboroso, exótico e nutritivo.

Esse prato é bem simples de fazer, porém, pode até chegar a intimidar os que não tem muita habilidade na cozinha. E o resultado vale qualquer esforço. Além da casca de banana verde, usei o macarrão de pupunha que nada mais é que a pupunha cortada em tirinhas fininhas em forma de espaguete. Hoje, já é possível encontrar o macarrão de pupunha pra vender na geladeira das lojinhas naturais, e na lista dos ingredientes só tem pupunha e nada mais. O macarrão de pupunha pode ser uma ótima opção para quem quer saborear um prato de macarronada sem nenhum tipo de farinha!!!

 A casca de banana verde é rica em vitamina B6 e triptofano, nutrientes necessários na síntese da serotonina, o neurotransmissor que promove a sensação de bem-estar. Ótimo opção para a TPM.

A casca da banana, com maior teor de cálcio de fósforo do que a polpa, auxilia no fortalecimento dos ossos.

 E para acompanhar esse prato nada melhor do que a cor e o sabor da abóbora Hokkaido no assada no forno. A Hokkaido, é uma abobora de origem japonesa mas já cultivada no Brasil, onde se deu muito bem com o clima. A Hokkaido é conhecida como abóbora de inverno nos Estados Unidos porque ela cresce durante no começo do verão e é colhida no outono quando o tempo já está esfriando. Então da pra entender o porque ela gostou tanto dos solos brasileiros. Nosso clima quente é ótimo pra elas.

 Rica em beta-caroteno, um antioxidante natural e precursor da vitamina A, a abóbora ajuda a manter uma pele, visão, cabelo e unhas bem saudáveis. Além de combater o envelhecimento precoce.

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Macarrão de pupunha com cogumelos
Rendimento: 6 porções
Ingredientes:

  • 200gr de macarrão de pupunha. A pupunha já vende cortada e congelada.
  • 50gr de shitake fresco
  • 50gr de shimeji fresco
  • 3 bananas verdes
  • 2 dentes de alho picado
  • ¼ de cebola picada
  • 1 colher (sopa) de gengibre picado
  • 4 colheres (sopa) de shoyu
  • 3 colheres (sopa) de óleo de girassol, milho ou soja
  • 1 colher (sopa) de óleo de tostado
  • sal marinho

MODO DE PREPARO:

1.     Corte a banana verde do cacho com a ajuda de uma faca ou tesoura, lave as bananas e leve para a panela de pressão com água suficiente para cobri-las. Tampe a panela, leve à pressão e quando atingir a pressão, abaixe o fogo e deixe ferver por 10 minutos. Desligue o fogo e espere a pressão sair naturalmente.
2.     Enquanto a banana estiver cozinhando, coloque água pra ferver numa panela grande. Quando a água estiver fervendo acrescente sal e o macarrão de pupunha (coloque sal suficiente para que a água fique salgada como a água do mar) e deixe cozinhar por 20-25 minutos. Escorra o macarrão de pupunha e reserve.
3.     Abra a panela de pressão com cuidado, retire as bananas e abra a banana com a ajuda de uma faca. Retire a polpa e a aproveite para fazer a biomassa (é só levar a popla ainda bem quente no liquidificador e bater com um pouco de água até virar uma pasta bem cremosa. Guarde na geladeira para fazer, pães, bolos, mousse, etc). Raspe a parte interna da casca com uma faca e corte em tiras fininhas. Reserve.
4.     Numa frigideira, coloque o óleo, alho, cebola, e gengibre e deixe refogar por 2min em fogo médio. Adicione a casca de banana, os cogumelos e o shoyu. Misture bem e refogue por 1 minuto. Tampe a panela e deixe cozinhar até o cogumelo murchar bem (2-3min).
5.     Adicione o macarrão de pupunha a mistura de cogumelos. Desligue o fogo e tempere com o óleo de gergelim tostado.
Obs: se nao quiser usar a casca de banana verde, substitua por 1 alho poro pequeno cortado em tiras de meia-lua.

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Abóbora Japonesa (Hokkaido) no Forno
Ingredientes:

  • ½ abóbora Hokkaido média
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
  • ½ colher de chá de sal marinho

MODO DE PREPARO:

Pré aqueça o forno a 180º C.

1.      Lave a  abóbora, corte em fatias com a espessura da metade de 1 dedo) e coloque numa tigela. Acrescente o óleo e o sal, e misture bem com a mão para cobrir todas as aboboras com o tempero.
2.     Passe as fatias de abobora para uma assadeira ou pirex, e leve ao forno por 30 min ou até ficar macia e dourada.

 

Torta de Goiaba

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Voltando para o Brasil depois de 7 anos morando fora, queria estreiar o site com uma comida bem Brasileira. No entanto, fui a feira pesquisar o que poderia fazer, e logo o aroma da goiaba me conquistou. Talvez por ficar anos sem comer nem sentir o cheiro. Adoro goiaba e o cheiro mais ainda!!! Resolvi então elaborar essa torta de. E o que mais me surpreendeu foi que misturando a goiaba com a castanha e o limão, teria um sabor parecido com o de mousse de maracujá. Quem diria!

Nutrição - rica em fibras e vitamina C

Massa:

  • 2 copos de aveia batida no liquidificador
  • 2 colheres de sopa de óleo de coco
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 4 colheres (sopa) de melado de cana
  • 1 colher (sobremesa) de chia triturada

Modo de preparo:

Pré aqueça o forno à 180ºC

  1. Misture todos os ingredients da massa e espalhe numa forma ou pirex redondo com borda. Eu fiz a massa da torta sem borda, mas acho que ficaria melhor com.
  2. Leve ao forno por 10 min ou até as bordas ficarem douradas. Deixe esfriar.

Recheio:

  • 1 copo de castanha de cajú crua (deixada de molho por no mínimo 4 horas)
  • 4 colheres (sopa) melado de cana
  • suco de 1 limão
  • 2 goiabas vermelhas, lavadas, cortadas com a casca

Modo de preparo:

  1. Coloque todo o recheio no liquidificador e bata até virar um creme bem homogêneo. (3-5min).
  2.  Coloque o creme sobre a massa já assada e leve ao congelador por 3 horas e depois passe para a geladeira.

Sugestão: Pode enfeitar com fatias de goiaba em cima.  

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