Mel e Feridas

O mel é conhecido por suas propriedades medicinais há milhares de anos pela medicina ayurvédica, mas agora existem vários estudos científicos que demonstram as maravilhosas propriedades desse doce remédio. Mel natural (cru), não pasteurizado e não filtrado, tem muitas propriedades que podem ajudar nosso organismo a se livrar de muitos males. Mel em sua forma bruta contém enzimas e outros ingredientes ativos que ajudam no processo de cura. Estudos clínicos demonstram que o mel mata sete espécies de bactérias que mais produzem infecções em feridas. Em um artigo publicado pelo Jornal Britânico de Cirurgia, estudos compararam o uso tópico do mel com o da sulfadiazina de prata (SSD) - um dos tratamentos mais utilizados no tratamento de queimaduras - e o resultado foi que 91% das queimaduras tratadas com mel já estavam livres de infecção em apenas 7 dias, enquanto que apenas 7% das queimaduras tratadas com SSD apresentaram infecção zero no mesmo período. O mel natural (cru) pode promover um processo de cura rápida, hidratada, que reduz a presença de inflamações, infecções e edemas.

Todos os tipos de mel natural cru, não pasteurizado e não processado podem atuar na cura de queimaduras. No entanto, existem dois tipos de mel que são especialmente formulados para fins medicinais. São eles: MEDIHONEY, que é um produto australiano, e Manuka Honey, produto da Nova Zelândia. Ambos são derivados de abelhas que se alimentam das flores do arbusto manuka, Leptospermum scoparium, também conhecido como árvores de chá. Então, esses tipos de mel que são melhores na cicatrização de feridas são classificados como tendo o FMU (fator manuka único) de nível 10 ou superior. Além de queimaduras, estes tipos de mel terapêuticos têm sido utilizados com sucesso no tratamento de abrasões, eczema, psoríase, feridas cirúrgicas e infecção bacteriana incluindo a Staphylococcus aureus resistente à meticilina, SARM. A SARM é uma bactéria resistente a múltiplas drogas, incluindo os antibióticos de penicilina (meticilina, dicloxacilina, nafcilina, oxacilina...). Isso torna a infecção bacteriana muito mais difícil de tratar, a tornando muito mais perigosa.

Fonte: Enciclopedia de Tratamentos Medicinais Proibidos e Inovadores, do Medical Research Associates